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Transformação Digital: Está na hora de Reinventar a Caixa

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A palavra inovação tem sido usada de forma cada vez mais extensiva por pessoas e empresas na definição de seus objetivos e especialmente por estas últimas no desenvolvimento de suas ofertas. Diria extensivamente e até indiscriminadamente, pois em um claro paradoxo ao conceito de organização tradicional, hierárquica e calcada em regras, processos e fluxos de informação muito bem definidos, quem inova, invariavelmente transgride e traz desconforto imediato.

Quem inova é até certo ponto até irresponsável. Quem inova assume o risco certo de insucesso em grande parte de suas tentativas para alcançar objetivos. E a grande verdade é que maioria das nossas organizações está ainda há muitos passos de estar preparada para abandonar o velho mundo dos controles da gestão convencional e do domínio de um modelo verticalizado.

      As diversas revoluções tecnológicas ocorridas trouxeram sempre grandes mudanças na forma de vida das pessoas como consequência, e em velocidades sempre crescentes. Como exemplos, a revolução industrial colocou a manufatura num novo patamar de escala. Por sua vez, a chegada da Internet possibilitou o compartilhamento instantâneo de informações em tempo real e aproximou pessoas. A tecnologia de conectividade “peer to peer”, possibilitou instantaneamente o uso da computação distribuída, servindo a muitos e habilitando plataformas geograficamente isoladas como se fossem uma só. Nem vou falar de computação na nuvem e mobilidade, temas presentes nas mesas de dez em cada dez CIOs e CEOs nos dias de hoje. Todas absolutamente relevantes e impactantes para a sociedade, mas apenas base para a grande revolução em curso no momento: a transformação digital. A única certeza é que realmente é preciso transgredir para entrar neste barco e inovar de fato, gerando sobretudo conveniência ao indivíduo como produto final.  

      Em um artigo do professor Silvio Meira, encontramos o seguinte: “em 1977, o principal computador do ITA era um IBM 1130 com 32K de memória e o “super” computador do INPE era um B6700 com 400K de memória”. Nem precisamos mencionar a capacidade de processamento do hardware de hoje (um iPhone 6S chega a 128Gb em armazenamento e um chip processador de 64 bits), para concluir sobre que tipo de poder computacional estamos falando. Tal incremento de capacidade tem se tornado cada vez mais barato e as limitações em breve estarão nos materiais sob os quais processadores são construídos, como o silício por exemplo, demandando novas descobertas.   

      O fato é que a revolução digital está muito além da capacidade de processamento exponencialmente crescente do hardware ou de poder levar a informação ao indivíduo onde ele estiver através da mobilidade, ao invés de ele ter que buscá-la. Ela trouxe a estes mesmos indivíduos, empresas e sociedade o poder da escolha imediata e da seleção natural. Trouxe a condição de provar, aprovar ou não, e simplesmente substituir aquilo que não lhe convém, em regime de domínio total da relação de uso de forma imediata. A “pessoa” passa a ser o elemento chave neste contexto e não é por acaso o cruzamento desta realidade transformadora com conceitos do mundo do marketing 3.0, tratando necessidades espirituais dos indivíduos como forma de convencimento e fidelização, e voltando-se ao valor real adicionado à sociedade em regime de colaboração de um para muitos. E olha que nem mencionei o tema “redes sociais” até aqui, um verdadeiro sindicato do consumidor.

        Dado tal avanço, não estamos falando de uma questão de opção ou oportunidade para as empresas. A tendência inexorável da revolução digital é entregar conveniência às pessoas, maximizando a liberdade de escolha e tratando de tecnologia como suporte para tais ações inovadoras. “Está na hora de reinventar a caixa”, pois pensar fora dela não é mais suficiente. Empresas que leiam tendências, estejam preparadas para errar, contém com transgressores em seus quadros e combatam o que chamamos de “darwinismo digital”, ou o medo de entrar nesse jogo, serão as que terão alguma vantagem por algum espaço mínimo de tempo. Até pelo menos a próxima ideia inovadora arrebatadora emergir. 

 

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